quinta-feira, 21 de outubro de 2010



A verdade e a união exigem a bispos e fiéis falar com clareza contra o aborto, diz chefe do Tribunal Supremo do Vaticano



Ao discursar no Congresso Mundial de Oração de Vida Humana Internacional, em Roma, o arcebispo Raymond L. Burke recebeu aplausos quando ele mostrou que os políticos católicos que apóiam o aborto devem arrepender-se publicamente, informou a agência canadense LifeSiteNews.

Falando aos líderes pró-vida de 45 nações, o Prefeito da Assinatura Apostólica (o mais alto tribunal do Vaticano, equivalente ao Supremo Tribunal Federal ‒ STF) também observou que esses católicos dissidentes que reconhecem o escândalo causado de público devem reparar o grave mal feito à Igreja, porém, nunca devem ser ridicularizados por isso.

O arcebispo Burke sublinhou que “tanto os bispos quanto os fiéis” devem ser obedientes ao Magistério ‒ que ele descreveu como o ensinamento de Cristo transmitido para o povo através do sucessor de Pedro e pelos Bispos em união com ele.

“Quando os pastores do rebanho são obedientes ao Magistério, a eles confiado, então, certamente, os membros do rebanho crescem na obediência e avançam junto com Cristo pelo caminho da salvação", disse ele. “Se o pastor não é obediente, facilmente se introduz a confusão e o erro no rebanho”.


O presidente do Supremo Tribunal da Igreja, que também é membro da Congregação para os Bispos, acrescentou:

“O mais trágico exemplo de falta de obediência na fé, inclusive por parte de certos Bispos, foi a resposta de muitos à Carta Encíclica Humanae Vitae do Papa Paulo VI, publicada em 25 de julho de 1968. A confusão resultante induziu muitos católicos em costumes pecaminosos em matérias relativas à procriação e à educação da vida humana”.



Malefícios dos bispos que não condenam claramente os atentados contra a vida e contra a família


“A Humanae Vitae reafirmou o imemorial ensino cristão sobre a imoralidade do uso de contracepção artificial.

“No entanto, após sua publicação a encíclica foi repudiada por muitas pessoas dentro da Igreja Católica, incluindo padres e bispos, que tinham acreditado que a Igreja mudaria sua posição sobre a contracepção."

Voltando à questão do escândalo dentro da Igreja, o arcebispo disse:

“Nós encontramos auto-proclamados católicos, por exemplo, que sustentam e apóiam o direito da mulher a provocar a morte do bebê em seu ventre, ou o direito de duas pessoas do mesmo sexo a serem reconhecidas pelo Estado em pé de igualdade como homem e a mulher que contraíram casamento. Não é possível ser católico praticante e agir publicamente desta forma”.


Arrependimento dos abortistas deve ser público


Em meio a estrondosos aplausos o arcebispo Burke explicou:


“Quando uma pessoa defendeu publicamente e colaborou com graves atos pecaminosos, levando muitos à confusão e ao erro em questões fundamentais que dizem respeito à vida humana e à integridade do matrimônio e da família, o seu arrependimento também deve ser público”.

O Prefeito da Signatura Apostólica, em seguida, expressou uma preocupação que tocou a fundo muitos dos ativistas católicos pró-vida presentes na conferência:

“Uma das ironias da atual situação ‒ disse ‒ é que as pessoas que denunciam o escândalo provocado por ações públicas gravemente pecaminosas praticadas por colegas católicos passam a ser acusadas de falta de caridade e de causar divisão no seio da unidade da Igreja”, disse ele.

“A gente vê a mão do pai da mentira agindo por trás deste menosprezo da gravidade do escândalo ou no ridículo em que são postos aqueles que denunciam o escândalo”.


A unidade da Igreja, feita na verdade e no amor, exige denunciar os promotores de escândalos como aborto e "casamento" homossexual


O prelado do Vaticano concluiu a demonstração da tese defendida, dizendo:

“Mentir ou não dizer a verdade jamais é sinal de caridade. A unidade que não se fundamenta na verdade da lei moral não é unidade da Igreja. A unidade da Igreja está fundada na profissão da verdade com amor.

“A pessoa que denuncia o escândalo provocado por católicos com ações públicas gravemente contrárias à lei moral, não só não destrói a unidade da Igreja, mas convida a reparar o que é claramente uma violação grave da vida eclesial.

“Se não denunciasse o escândalo que consiste no apoio público aos atentados contra a vida humana e a família, a consciência do católico estaria sendo deformada ou entorpecida a respeito das mais sagradas realidades”.





segunda-feira, 18 de outubro de 2010



OS BISPOS E O PT
Da Alemanha...


Valter de Oliveira


O partido nazista crescia na Alemanha, mas ainda não havia chegado ao poder. Hitler afirmava que iria reerguer a Alemanha. Muitos acreditavam nele. Até cristãos começaram a ver no Partido dos Trabalhadores Alemães uma esperança para suas vidas.

Não era a opinião de alguns bispos católicos.

O bispo de Mogúncia condenou de forma pública o Partido Nazista. Informa o site da Zenit.org de 1º de outubro:

Estava “proibido a qualquer católico inscrever-se nas filas do Partido Nacional Socialista de Hitler”. “Aos membros do partido hitleriano não era permitido participar de funerais ou de outras celebrações católicas similares”. “Enquanto um católico estivesse inscrito no partido hitleriano não podia ser admitido aos sacramentos”.

“A denúncia da arquidiocese de Mogúncia foi publicada em primeira página pelo L’Osservatore Romano em um artido de 11 de outubro de 1930”.

Um ano depois a diocese de Munique confirmou a incompatibilidade da fé católica com o partido nazista. No mesmo ano também tivemos pronunciamentos condenatórios do bispo de Colônia.

Mais ainda, em 1932 a Igreja excomungou todos os líderes nazistas. Era uma questão de valores. “Entre os princípios anticristãos denunciados (...) a Igreja mencionava explicitamente as teorias étnicas e o racismo”.

“No dia 10 de março de 1933, A Conferência Episcopal alemã, reunida em Fulda enviou um apelo ao presidente (...) Hindenburg, expressando “nossas preocupações mais graves, que são compartilhadas por amplos setores da população”. Os bispos temiam que os nazistas não respeitassem “o santuário da Igreja e a posição da Igreja na vida pública”. (1)

Não sei se com tais atitudes não tenha havido quem acusasse os bispos de crime eleitoral.

De qualquer modo o belo trabalho teve bons efeitos e as regiões onde o nazismo teve menos votos foram aquelas de maioria católica.

O que teria acontecido se a fidelidade aos princípios da Igreja fosse mais forte?

As hipóteses na História são boas para os acadêmicos. O povo tem que enfrentar a realidade dura e crua. Hitler conseguiu o governo.

A luta católica ficou mais fácil após a vitória de Hitler?

Nem um pouco. Como mostra a propaganda da Folha muita coisa melhorou na Alemanha, especialmente no setor econômico: fim da inflação e do desemprego, melhores condições de trabalho, crescimento do PIB e melhoria do sistema de transportes, investimento na área de cultura e esportes, etc, etc. Foi um eficiente Plano de Aceleração do Crescimento...

Nunca se tinha visto tanto progresso, e tanta inclusão social, diríamos hoje.

Adversários internos e externos começaram a render-se diante de resultados tão brilhantes.

O problema é que em Roma havia um Papa chamado Pio XI. Muita gente deve ter achado que ele não entendia coisa alguma do que ocorria no mundo. Afinal, na metade da década ele começara, através de encíclicas e outros meios, a criticar os poderosos da época. Escreveu contra o fascismo, contra o nazismo e contra o comunismo.

Tudo isso enquanto Hitler melhorava a vida do povo (ordenou a construção do fusca), Stalin eletrificava a Rússia e fazia estradas de ferro e, os italianos, ganhavam a Copa do Mundo em 34. O papa estava preocupado com princípios! Pobre homem. Na opinião de quem considera que discussão política limita-se apenas ao desenvolvimento material, tudo aquilo era uma perda de tempo.

A questão é que houve bispos na Alemanha que foram verdadeiros pastores. Quando a “Mit Brennender Sorge” (2) foi contrabandeada para a Alemanha eles ordenaram que ela fosse lida durante a missa em todas as suas paróquias. O resultado foi trágico para muitos sacerdotes, religiosos e fiéis. Milhares morreram em campos de concentração.

Ainda assim houve quem não desse muita importância a essas coisas. A Alemanha crescia a olhos vistos e o "cara" chegou a ter mais de 90% de aprovação popular. O cabo vienense dizia em alto e bom tom que nunca antes na sua história a Alemanha fora tão respeitada...

Resultado: em 1938 a revista time declarou Hitler o homem do ano!

Um ano depois começava a guerra. Em 45 o nazismo estava esmagado. Aí os horrores vieram à tona.

Horrores que bons católicos haviam previsto. Digo bons porque ontem, como hoje, há quem não dê a mínima para a fé cristã. E que se joga nos braços de qualquer ideologia messiânica.

Terminamos com nossa reverência aos que permaneceram de pé no meio de um mundo de joelhos. Que a exemplo deles saibamos olhar as coisas da terra com os olhos postos no Céu.







NOTA

1. O atual Papa, quando era prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé, afirmou sobre a Conferência Episcopal Alemã: “Pois bem, os textos realmente vigorosos contra o nazismo foram os que vieram individualmente de prelados corajosos. Os da conferência, no entanto, pareciam um tanto abrandados, fracos demais com relação ao que a tragédia exigia”. (A Fé em crise, o cardeal Ratzinger se interroga, São Paulo, EPU, 1985, p. 41).

2. Encíclica que condenou os erros do nazismo.



"Quando a igreja alemã excomungou o nazismo"





quarta-feira, 28 de julho de 2010




"UMA ÁRVORE QUE CAI FAZ MAIS BARULHO QUE UMA FLORESTA QUE CRESCE"







O blog Claraval tem a enorme alegria de publicar a carta que o padre salesiano uruguaio Martín Lasarte, que trabalha em Angola, endereçou ao jornal norte-americano The New York Times no último 06 de abril. Nela expressa seus sentimentos diante da onda midiática despertada pelos abusos sexuais de alguns sacerdotes enquanto manifesta sua surpresa diante do desinteresse que o trabalho de milhares de religiosos suscita nos meios de comunicação.

Eis a carta.

Querido irmão e irmã jornalista: sou um simples sacerdote católico. Sinto-me orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes atos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.

Vejo em muitos meios de informação, sobretudo em vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes...

Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio.

É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo!


Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu tenha precisado transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso e as ONGs não estavam autorizadas; que eu tenha tido de enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que nós tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no México com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e de sementes; que nós tenhamos dado a oportunidade de educação, nestes 10 anos de escolas, para mais de 110.000 crianças...

Também não é do vosso interesse que, com outros sacerdotes, tivemos de socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois de sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino.

Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda, curando os meninos de rua, levando-os a uma casa de acolhida, para que se desintoxiquem da gasolina; que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio.

Tampouco que Frei Maiato, com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados.

Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em um leprosário, em hospitais, em campos de refugiados, em orfanatos para crianças acusadas de feiticeiras ou órfãos de pais que morreram de Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a soropositivos... ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.

Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurélio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenham morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Nenhum passa dos 40 anos.


Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote “normal” em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias, consumindo sem barulho a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia (Evangelho = Boa-Notícia), essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.

Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que, com sua humanidade, busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura...

Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido.

Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre em sua profissão.


Em Cristo,
Pe. Martín Lasarte, SDB.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A VERDADE É POLITICAMENTE

INCORRETA

Pe. Francisco Faus

Leio na Folha de São Paulo de 9 de julho de 2010 (pág. A3), sob o título “Divórcio”, a crítica indignada de uma leitora de Indaiatuba ao artigo de Ives Gandra, publicado na mesma Folha (”Cotidiano” de 8 de julho) e intitulado “O divórcio relâmpago fragiliza ainda mais a família”. A missivista declara que o autor do artigo está desatualizado: “Informo que a sociedade mudou, hoje pais dividem a guarda dos filhos com suas mães e têm maiores condições emocionais e psicológicas de trazer aos filhos o que, de fato, significa um bom relacionamento. Os filhos não se privam do carinho e do amor de seus pais simplesmente porque estes resolvem tentar ser felizes num relacionamento pleno e satisfatório”.


A missivista quer informar o desavisado articulista. Acontece que eu também tenho alguma coisa a informar. Faz mais de quarenta anos que trabalho, de modo habitual, na orientação e apoio de estudantes, moças e rapazes, entre 12 e 25 anos de idade. Vários milhares de adolescentes e jovens já me contaram as suas alegrias, tristezas, ideais e lutas. Tenho, assim, apalpado diariamente “a vida como ela é”, por isso, tenho podido conhecer os efeitos do divórcio nos filhos: “na veia”, não em livros de sociologia ou psicologia.

Essa longa e vasta experiência me dá condições de afirmar, com conhecimento de causa, que em noventa por centro - pelo menos - dos casos, o divórcio dos pais causou nos filhos um trauma duradouro, provocando-lhes desorientação, amargura e, não raramente, distúrbios psíquicos. Sei que isto é verdade, mas sei também que, nos convencionalismos atuais, não há nada tão politicamente incorreto como a verdade.

Nunca me esquecerei da conversa com uma menina, estudante de colégio, que sofria com a separação dos pais. Ela teve oportunidade de ler os Manuscritos Autobiográficos de Santa Teresinha. Ficou deslumbrada com o ambiente de união e carinho familiar que transparece em cada página dessa autobiografia. Pouco depois da leitura do livro, disse-me com voz impregnada de tristeza: - “Padre, como era linda a família de Santa Teresinha! Eu acho que uma filha de pais separados nunca poderá ser santa…”. Ao ouvir isso, senti um sobressalto, uma punhalada no coração, e respondi-lhe com veemência: - “Claro que poderá, minha filha! Estou certo de que você, com a ajuda de Deus, poderá vir a ser uma grande santa”.

Causa-me muita pena, à vista dessas experiências, ouvir pais de família - obcecados pelas dificuldades da vida -, falarem do seu “direito de serem felizes”, ainda que isso signifique deixar os filhos numa posição ambígua e quase sempre prejudicial. Creio que o mais belo “direito” do casal - como de todos nós, filhos de Deus -é o “dever” de lutar, de entregar-nos, de sacrificar-nos dando-nos cada vez mais para “fazermos felizes” os demais (a começar pelos filhos). E creio ainda que o egoísmo mais ou menos consciente do pai ou da mãe que, em grande número de divórcios, é o que os leva à separação, pode-se tornar facilmente num buraco negro onde se enterra a felicidade própria e a dos filhos.

Não quero nem posso julgar o drama da missivista de Indaiatuba. Seria leviano e injusto formular sobre ela um juízo negativo. Por isso, peço a Deus que a abençoe, que lhe conceda a felicidade que seja possível alcançar nesta terra, e que a ajude também a envolver seus filhos em sentimentos e manifestações de carinho tais, que compensem a privação de um lar unido.

Fonte: /www.padrefaus.org/10/07/2010