sábado, 13 de fevereiro de 2021

A TRAGÉDIA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE


 Valter de Oliveira


Tinha começado a escrever um texto sobre a atual Campanha da Fraternidade. Como não tinha o texto completo aprovado pela CNBB decidi parar. 

Hoje pela manhã, ao entrar no FB, encontrei um vídeo do Centro Dom Bosco que faz uma análise mais completa do assunto. 

Vou compartilhá-lo com vocês. Penso que vale a pena ver para onde estamos caminhando.

A análise é perfeita? 

Cabe a cada um vê-la e julgar. Só garanto que muita coisa dita é procedente. No essencial tem todo meu apoio. 

Quem quiser discordar - ou aprofundar a análise - é só  fazer seu comentário no blog. 

Faço uma observação: como diz muito bem o expositor o texto da Campanha foi produzido pelo Conic.(Conselho Nacional das Igrejas Cristãs). A principal responsável defende o aborto, o feminismo, a pauta da esquerda em geral e tem uma visão da religião perfeitamente afim com o progressismo católico. Por isso mesmo defende uma nova hermenêutica (interpretação) dos textos bíblicos. É o que ela faz. 

No vídeo vocês vão ver que ela é fortemente elogiada por Oscar Beozzo, religioso progressista. Vejam o que ele diz sobre ela.

Complemento lembrando que Beozzo faz parte da comissão da Igreja que está procurando canonizar D. Helder Câmara. ..


Segue o link para o link do Centro Dom Bosco. 




Veja aqui quem são os membros da Comissão de Beatificação. 

https://ceseep.org.br/avancam-os-trabalhos-da-comissao-historica-do-processo-de-beatificacao-de-dom-helder-camara/



domingo, 17 de janeiro de 2021

TEMOS DE SER CONTEMPLATIVOS

 


“Nós, os filhos de Deus, temos de ser contemplativos”

Nunca compartilharei a opinião - embora a respeite - dos que separam a oração da vida ativa, como se fossem incompatíveis. Nós, os filhos de Deus, temos de ser contemplativos: pessoas que, no meio do fragor da multidão, sabem encontrar o silêncio da alma em colóquio permanente com o Senhor; e olhá-Lo como se olha para um Pai, como se olha para um Amigo, a quem se ama com loucura. (Forja, 738)

  • riemaNão duvidem, meus filhos; qualquer modo de evasão das honestas realidades diárias é para os homens e mulheres do mundo coisa oposta à vontade de DeusPelo contrário, devem compreende agora — com uma nova clareza — que Deus os chama a servi-Lo em e a partir das tarefas civis, materiais, seculares da vida humana. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Não esqueçamos nunca: há algo de santo, de divino, escondido nas situações mais comuns, algo que a cada um de nós compete descobrir. 

Não duvidem, meus filhos; qualquer modo de evasão das honestas realidades diárias é para os homens e mulheres do mundo coisa oposta à vontade de Deus. 

Pelo contrário, devem compreende agora — com uma nova clareza — que Deus os chama a servi-Lo em e a partir das tarefas civis, materiais, seculares da vida humana. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Não esqueçamos nunca: há algo de santo, de divino, escondido nas situações mais comuns, algo que a cada um de nós compete descobrir. 

Eu costumava dizer àqueles universitários e àqueles operários que me procuravam lá pela década de 30, que tinham de saber materializar a vida espiritual. Queria afastá-los, assim, da tentação, tão frequente nessa época e agora, de levar uma vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas. 

Não, meus filhos! Não pode haver uma vida dupla, não podemos ser como esquizofrênicos, se queremos ser cristãos. Há uma única vida, feita de carne e espírito, e essa é que tem de ser — na alma e no corpo — santa e plena de Deus, desse Deus invisível, que nós encontraremos nas coisas mais visíveis e materiais. 

Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar o Senhor em nossa vida de todos os dias, ou não O encontraremos nunca. Por isso, posso afirmar que nossa época precisa devolver à matéria e às situações aparentemente mais vulgares seu nobre e original sentido: pondo-as ao serviço do Reino de Deus, espiritualizando-as, fazendo delas meio e ocasião para o nosso encontro contínuo com Jesus Cristo. (Questões Atuais do Cristianismo, 114)


FONTE: https://www.opusdei.org/pt-br/dailytext/nos-os-filhos-de-deus-temos-de-ser-contemplativo-2/




quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

IMITAÇÃO DE CRISTO. A PROCURA DA VERDADE

 

DOS ENSINAMENTOS DA VERDADE 





FONTE: Imitação de Cristo. Tomás de Kempis. "Avisos úteis para a vida espiritual". (século XV)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

S. JOSÉ NO EGITO. AS VIRTUDES DO GRANDE SANTO

 


II. DEPOIS DE UMA LONGA e penosa travessia, Maria e José chegaram ao seu novo país. Naquele tempo, viviam no Egito muitos israelitas, que formavam pequenas comunidades dedicadas principalmente ao comércio. É de supor que José se tivesse incorporado com a sua Família a uma dessas comunidades, disposto a refazer mais uma vez a sua vida com o pouco que tinham podido levar de Belém. Mas levava consigo o mais importante: Jesus, Maria, e o firme propósito de sustentá-los à custa de todos os sacrifícios do mundo.

São José é para nós exemplo de muitas virtudes: de obediência inteligente e rápida, de fé, de esperança, de laboriosidade. Mas sobretudo de fortaleza, tanto no meio das grandes dificuldades como nessas situações normais pelas quais passa um bom pai de família. Recomeçou a vida como pôde, passando dificuldades, aceitando qualquer trabalho, procurando um lar para Maria e Jesus, e sustentando-os, como sempre, com o trabalho de suas mãos, com uma laboriosidade incansável.

(...)

III. DEPOIS DE UM CERTO TEMPO, uma vez passado o perigo, já nada retinha José naquela terra estranha, mas ali se deixou estar sem outro motivo a não ser o cumprimento fiel da ordem do Anjo:Fica ali até que eu te diga5. E permaneceu no Egito sem se mostrar desgostado nem protestar, sem se intranquilizar, realizando o seu trabalho como se nunca fosse sair dali.

Como é importante saber permanecer onde se deve, ocupar-se nas obrigações de cada momento, sem ceder à tentação de mudar continuamente de lugar! Também para isso é necessária verdadeira fortaleza, de modo a “saborearmos a virtude humana e divina da paciência”6. “É forte quem persevera no cumprimento do que entende dever fazer, segundo a sua consciência; quem não mede o valor de uma tarefa exclusivamente pelos benefícios que recebe, mas pelo serviço que presta aos outros”7.

Devemos pedir a São José que nos ensine a ser fortes não só em situações extraordinárias e difíceis, como são a perseguição, o martírio ou uma doença gravíssima e dolorosa, mas também nos assuntos ordinários de cada dia: pela constância com que trabalhamos, pelo sorriso com que quebramos a vontade de ficar sérios, pela palavra amável e cordial que temos para todos. Necessitamos de fortaleza para não ceder perante o cansaço, o comodismo ou o desejo de tranquilidade, para vencer o medo de cumprir deveres que custam. “O homem teme por natureza o perigo, os aborrecimentos e o sofrimento. Por isso é necessário procurar homens valentes não só nos campos de batalha, mas também nos corredores dos hospitais ou junto ao leito da dor”8; em suma, na tarefa de cada dia.


(Excertos de "Falar com Deus, Francisco Fernández Carvajal, meditação de 07 de janeiro).